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2.4.09

I would like to create a Film Group in Lisbon


It's true.
When I was in Berlin, 2 years ago, I met a group, who showed me the Cinema world.
Not the Hollywood one, or the very nice ones, about the greatest stories of the humanity.
It was about simple things in our lives, funny stuff, things that could happen.
I met Victoria Chan, too. A sweet concerned girl, who is from Canada, from the french part of Canada and her parents are from China.
She showed me that Cinema can be used for political and social issues. I mean, documentary films.
This creative girl took me to discussion evenings with German people too and opened further my mind.
Since that time, I am always having ideas, I mix photo and film ideas and I can't develop them. I don't want fun stuff like "Contemporâneos" or "Gato Fedorento". I mean ideas of make noticeable the different parts of Lisbon, literature and some social Problems. In english or german or both.
Research, lern and have fun.
I can do the translation stuff :)

24.12.08

Noites

São noites frias,
Em que a ausência de calor proporciona insónias,
Pensamentos e reflexões duras de processar.

São noites frias,
Em que os pequenos problemas do dia-a-dia
se tornam penosos e cheios de arestas por limar.

São noites frias,
Que aquecem lentamente
Proporcionalmente
Às horas solares

De manhã cedo
Esquecidos
E no entanto
São quando começam

3.12.08

Medo de Expressar

E no receio de ser lido,
Contradizendo-me agora,
Guardo secretas frases na gaveta dos rascunhos.

O que escrevemos é algo sempre nosso.
Exceptuando a tradução, que só é nossa quando é ridícula,
As nossas frases são sempre tecidos de subjectividade
Com a renda exterior das palavras,
Que nos deturpam a Liberdade.

Guardo frases.
São secretas, porque receio os juízos.
Juízos da inutilidade das palavras tecidas.
Porque só se tornam úteis
Quando pelo leitor lidas.

Não receando apenas os juízos,
Mas também expor demasiado o Universo Secreto.
Porque na Literatura existem os espiões da Interpretação.

Fernando Abreu

São letras, expressões e palavras
Que povoam o meu imaginário.
Palavras que se conhecem
Palavras que se julgam conhecer
E palavras que se conhecem e não se expressam
Porque a tua Língua não deixa.

O desconhecido é assim desbravado e arrasado
Pelos cliques e "Copiar" e "Colar"
E brincar, imaginar, reinventar.

12.3.08

Durst


Verdrängen
Ich verdränge meine Liebe, meine Angst vor Eisamkeit.
Ich verdränge die Angst vor Arbeitslosigkeit, vor dem "Nicht-können".
Bin mehr glücklich, wenn ich alles vergesse.
Ich verdränge...

Ich habe Durst: Kultur brauche ich jeden Tag.
Kreieren.
Lesen.
Sehen.
Hören.