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27.5.09

A Timidez rouba-nos a vida


Antes tava na minha bolha, depois rebentei-a e fiquei como em carne viva...agora que as feridas oxigenaram estão a tornar-se pele outra vez.

Esta frase tocou-me bastante. A timidez rouba-nos anos de vida, momentos que podiam ter sido vividos e há casos de bolhas que nunca chegam a rebentar.

O meu avô era tímido. Eu sabia-o pelas vezes que parava a brincadeira comigo no pátio da frente sempre que um carro passava.

Sei-o pelas vezes que ele devia ter desabafado e não e fez. E, ao não fazê-lo, perdeu anos de qualidade de vida, fugiu antes de eu o ter conhecido bem. Guardava tudo para si próprio.

Gostava de poder falar com ele agora, que sou adulta. Sei que seria totalmente diferente. Foi uma perda enorme, há anos atrás, mas que ainda se reflecte em mim...

Já não choro até me doer a cabeça, mas tenho pena de ter perdido um ser maravilhoso, com tanta coisa para me ensinar.

Adoro-te.

30.1.09

Também posso falar da crise?

(Rascunho perdido no fundo de outra gaveta)

Uma certa repugnância nasce no meu ser. Sentimento difícil de aceitar, de digerir. Adoro e detesto o meu país. Detesto as pessoas, o sistema, mas amo a cultura, a literatura, a língua e a paisagem.
A mentalidade é uma coisa morta, não desperta para a vida. Não percebo o que se passa. Onde está a questão económica, tanto ambiental como monetária? Está oculta com o brilho das estrelas bordadas a peeling e a make up.
Sonham com viagens penduradas em créditos que nos embarcam em baldes de poço e nos levam cada vez mais ao fundo.
O trabalho é um vírus do qual todos tentam fugir. A preguiça cresce diante de um plasma novinho em folha e a cheirar a tecnologia de ponta cara.
É Inverno, é tempo de reflectir e tempo de recessão.

1.11.08

überblick

Hoje, sábado, irrito-me com a chuva que não me deixar secar a roupa.
No meu canto minúsculo da Lisboa sossegada, não tinha meio de estender a roupa mal torcida da máquina ancestral. E eu que queria cuidar da roupa que sujo durante a semana só de ir e vir do trabalho.
Deixo para o fim de semana estas tarefas, pois de semana o que mais faço é o jantar e o almoço do dia seguinte.
Vejo séries no computador para adormecer, leio aos bocados o meu livro* que me acompanha para o trabalho e adio as corridas para aliviar o stress.
Já pouco saio para a noite Lisboeta e dormir até tarde é impossível.
Aproveito este novo modo de vida para me habituar ao Inverno e hoje andei até me doer os pés à beira-Tejo.
A vida vive-se todos os dias. Apesar de alguns percalços, a minha vida tem sido mais tranquila e feliz.
Só falta ter mais tempo para a corrida e para alguns amigos Lisboetas.

Hoje saiu um texto mais diário.

* O Inverno do Nosso Descontentamento, John Steinbeck

28.10.08

Memórias


São milésimos de segundo,
Fracções de pensamentos que evocam um outro mundo
Outra forma de viver
Outros valores
Outros sorrisos
Outros cheiros
Outras luzes
Outros locais
Outras noites
Outras temperaturas, cores e vozes
Misto de Novo e adorável mundo
Com o mais fiel dos anos 80.

Eu quase vivi o ano em que nasci.

18.9.08

Desabafo

É tão difícil para mim confiar
Deixar que se mostrem honestos
Porque nestes tempos funestos
Só se ouve falar em Atraiçoar.

A minha generosidade é conservadora
Antiga e cheia de pó
Não se adequa aos tempos correntes
Como o saber cantar e não poder fazê-lo.
No meu caminho só consigo ver eu.
Procuro desesperadamente um outro,
Porque só sou miserável.
Mas vou conquistando terreno.
Gostaria de abrir o coração e partilhar.
Mas talvez seja ser fraco.
Como me sinto hoje.
Fraca.
Amanhã será outro dia.

*Algures em 2006
Rascunho perdido no fundo da gaveta

16.9.08

Natureza que Enloquece

É um jardim de rosas.
Uma progressiva descoberta
Lágrimas de felicidade
Outras de tristeza
É sentir-se acompanhado,
Deste Ser da Eternidade.

É ceder terra,
Cultivar, Regar.
Dar tempo para a Rosa se esticar
No raiar da manhã.
Porque ela nos conta histórias
e põe-se assim a criticar
Isto, aquilo, picando em quem passa.
A rosa não é um acaso:
Alguém que lhe toque
No vaso...
Picadela séria!
As urtigas picam quando lhe apetece
Que a terra isto faz
A tudo o que dela brota,
E o incerto é o que me aborrece.

Abenteuer...
Wo bist du?

22.8.08

Ferienzeit...

Acertar dois pontos.
Pegar no caixote das emoções e despejar os lixos.
Processar dados e desfragmentá-los.
Limpar o pó da Estante,
Organizar e pegar na folha errante...

É Tempo de Organizar.
Separar. Trigo e Joio.
É tempo de ponderar, Pensar e REpensar.

Tempo de Férias é isto.

18.8.08

Do Adiamento

Trata-se de adiar, sempre, dois minutos
Amanhã!
Custa-me não aproveitar o Tempo. E custa-me por vezes deixar de o saborear.
Vivo numa espécie de velocidade auto-incutida. Para fazer mais coisas em menos tempo. Em fazer o que é necessário rápido para deixar tempo para o que mais prazer me dá, que é naturalmente Ler, escrevinhar... Entre outros.
A minha prioridade não é dormir. Adoro dormir. Acho que o que mais detesto é adiar as obrigações. Às vezes acontece. Mas deixa-me uma sensação pesada no meu Ser. Uma preocupação que mói, que revolve os nervos e leva-me em espiral para um nível inferior. Ui, fujo dessa sensação todos os dias. Da sensação de Inutilidade que se apodera de mim.
Se a inconsciência me transporta para o Adiamento, logo se torna consciente pela pergunta que faço frequentemente:

Será APENAS isto que quero fazer do meu dia?

E um Arrepio percorre a minha existência: Abana, Agita.
Assim, todos os minutos são aproveitados ao máximo. E isso faz-me Feliz.

12.4.08

Entschuldige, wenn ich nicht dabei bin.
Sorry if you're away, i can't say a word.
I avoid the contact with you.
Maybe to pretend that you don't exist. I don't know...

When you are away from me I feel pain. Some pain that I always felt in my life. The same pain you do feel, that everybody feels...

Sentir falta de alguém. É um tumulto de emoções, que a Razão teima em acalmar. Porque se torna insano sentir dor por sentir falta de alguém que não vemos há tão pouco tempo.

É injusto. Mas é a realidade.

13.3.08

Quando a cortina cai...


Não se espera que se desvende o teatro,
As entidades ou personagens,
Que povoam este ser.
Deambular pelas ruas de uma bela cidade,
Deambular com as peças no tabuleiro,
Mover o bispo, Rainha e torres,
Escapar das dores,
Desenhar com cores.

19.2.08

Selfish


The lights ...my room... I see them. Trying to understand, why is the Human being so selfish.

As luzes deste quarto sao o meu foco de atenção. Não que sejam realmente a razão do meu pensar, mas porque para elas olho e medito. Medito em assuntos que já foram escritos, e discutidos, e estão na cabeça de um de nós, por ser um dado adquirido.
Porque somos tão egoístas?

Why can't I afford other worries than me
...
my money, my car, my friends, my reputation?

Weil ich klein bin.
In der Tat würde ich alles haben, trotzdem kann ich es nicht.
Deswegen will ich alles: weil ich es nicht haben kann.
So ist der Mensch.

Der Mensch ist nichts, wenn er alles kriegen will.

Und dafür wird er kämpfen,
dafür wir er umbringen,
dafür wird er stehlen.

Dafür wird er mächtig.
Ohne Gefühle... Wie kann man umbringen? Wie kann man jemanden Leben wegnehmen?
Wieso möchte jemand jemanden Blut sehen?
Braucht die Macht immer mehr Blut?

Ich kann es nicht verstehen, akzeptieren.
Ich versuche, ein echter Mensch zu sein. Keine Mörderin.
Ich versuche, alles außer mich anzubliken.
Wenn ich es nicht schaffe, fühle ich mich einsam.

Der Mensch ist in wirklichkeit ein einsames Tier.

31.10.06

Moral Sucks!!!


Moral sucks!

This crazy Word
Makes me sick
It has the world
Unless the Dick.

For Moral is sex crazy
You say: it's amazing
When You do it wrong
It doesn't make a song.

Harmony is important
So is the condom too
I think I'm in Love
Oh fuck, I'm in love with you.

This Harmony isn't Memory
It's Loveing you and hating
This feeling
'Cause the Moral is
Try to forget all this
Fucking shit.

7.9.06

Meus Valores

Irrita-me os nervos cada passo errado
Como o beijar sem ser amado
Mas nesta corrida de lapsos
Vou encontrar-te a meu Lado:

Verdade.
És tu quem eu mais amo.
A Verdade do Sentir, do Olhar,
De Apreciar.

Cordas.
Numa corda bamba
Está a nossa existência
Numa eléctrica
A melhor frequência...
Dão-me música, Sentimento
Descarrega a áurea negra
que outras Cordas presas
Provocam...

Procuro a Verdade.
Amizade.

16.8.06

Contra Sentimentos

Definitivamente parar é Morrer…

Para-se e morre-se aos poucos,

Pensa-se como loucos

Sem chegar a lado nenhum.


Pensa-se no que se podia fazer e não se faz,

Pensa-se que pouca gente nos compreende,

Pensa-se que o Amor não é possível,

Decide-se fechar o Coração

Simplesmente para não Sofrer

E não Morrer…


Acreditar só é válido quando é em nós próprios

Ou na Amizade sentida

Porque sem ela não há Vida.


Vou correr para não Morrer

Não quero sofrer

Vou antes lutar

Que cansa menos

E pode compensar.

22.4.06

Carta aos Portugueses

Caros Portugueses,
A nossa situação financeira e social está em maus lençóis. É verdade. Mas a culpa não é só dos políticos! E da corrupção. É de cada um de nós, desde estudantes a trabalhadores, agricultores e economistas. A culpa é nossa, porque até os nossos sonhos mais íntimos deixamos para mais tarde, sempre para amanhã, quanto mais sermos pontuais no trabalho e correctos na vida social. O problema está no nosso egoísmo de pouco fazer, porque separar o lixo dá trabalho e enche o canto da cozinha, os textos que têm que ser preparados antes para o trabalho/emprego vão ser lidos meia hora antes, no trabalho só queremos descansar e parar para um cigarro... E nada de produtividade. Nada de dar valor ao lugar que temos na empresa e ao ordenado que, mesmo sendo pouco, nunca pode subir se não dermos um impulso à economia.
Não podemos progredir com este espírito derrotista e de pouca vontade. Tudo se faz com luta, a vida não é um filme ao qual assistimos no cinema: aí tudo se resolve com um sorriso. Na vida real, meus caros amigos, tudo se resolve com paciência e vontade. o que vos falta, Portugueses. Pensem um pouco. não basta fugir para o estrangeiro se o vosso espírito é sempre igual.
Um esforço todos os dias... comecem pelo pouco, mas comecem!

24.3.05

Travagens Bruscas...quem as não tem.

Travagens bruscas sinto
Em cada movimento errado
São os meus anjos
Que me põem o cinto
Para manter o meu espírito sossegado.

Travagens bruscas faço
em plena rua
Quando os pensamentos me agridem.
São golpes profundos
Que me deixam a latejar
E quando os sentimentos me sorriem
Travagens bruscas faço
Preciso de averiguar…

Travagens bruscas de saudosista.
Penso, logo existo
Deixando de existir, porque me abstraio.
Mais uma travagem brusca…
Volto ao inicio…
Sinal verde, pode avançar.

Travagens bruscas se fazem sentir
Não nos deixam pensar, obrigam-nos a agir.

10.3.05

DESCULPA vs HUMILHAÇÃO

No denso texto escondo aquilo que rebola em mim.
Em meias palavras vou levantando aquilo que se cria em mim.
Como Amiga sou aberta.
Como criadora sou discreta.

Até no Amor sou fechada. Tudo estratégia. Fecho-me num concha que só abre depois de muita insistência, não daquela chata que nos faz fugir à primeira ameaça. Mas aquela investida sincera, onde vai mostrando as cartas, não as de amor, mas do jogo, deitando-me por terra. Mas contudo, tem que trazer paixão, senão não vigora.
E depois de certo tempo, longo e feliz, tudo cai, porque assim é a vida. e sofro, vivo triste.
Andei inquieta como mostrei nAs Noites Gélidas e textos de igual teor negro.

Meses depois descubro que me falta dizer apenas uma palavra: Desculpa.
Esta palavra tirou-me o peso da consciência de não ter estado bem comigo própria e ter estragado o que restava do Meu Amor. Fiz sofrer, sei disso.
Assim pedi desculpa.

e abri portas, janelas, jardins, quintas ao futuro. abri tudo o que restava para abrir.... o meu espírito permanece elevado.

Ainda bem que descobri a fórmula. Bem me parece ter estado a dormir até agora. Mas não, eu procurei por todos os meios descobrir a chave para fechar o passado e acalmar-me o presente.

As palavras são minhas companheiras. São testemunhas dos meus sentimentos, testemunhas dos meus conhecimentos, tiram-me da realidade que é estar em frente a um monitor: Elevam-me!!!

Seguindo os passos da imaginação, tropeço em tanto que tenho para contar, embrulho-me em mil ideias, mas vou deitando gota a gota. Não gosto de exagerar, não gosto do material.
Meditando....

26.2.05

Amor-Ódio

Quem Ama não Perdoa...