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11.1.09

De Istambul a Cacilhas


Numa manhã fria de sábado não acreditei que não tinha sono.

Acreditaria se nevasse, mas estar sem sono tão cedo era impensável.

Nisto, após saltar de pensamento em pensamento, rindo e chorando,

Acordei-te.

Trocámos as habituais palavras matinais,

Decidimos levantar-nos, comer e sair bem artilhados de roupa invernal.

E óculos escuros, porque estava um sol brilhante, que acariciava a geada.

Partimos para a Estrela, e depois de ver patos e crianças nos baloiços, procurámos o Mel das Arábias, para bebermos um chá quente cheio de aromas fortes, deliciar-nos com doces turcos cheios de mel.

Ao seguir os trilhos do 28, acabámos a contemplar o Adamastor e a questionar como seria atravessar o Tejo e almoçar em Cacilhas... E Fomos questioná-lo directamente, acabando por regressar pelas 16h, pois já não aguentávamos o frio e gelo anormais da praia lusitana.

Sábados como este...

4.11.08

Lissabon, bewegt dich!

Lissabon ist eine kleine Stadt, wo man viel von tradizionelles finden kann.
Alle Hügeln lassen nicht die Modernität von Fahrräder in der Stadt ein.
Platz gibt es nicht: alle Wagen Benutzern brauchen Platz zu parken und zu fahren.
Garten? oder Parks? Ganz selten kannst du einen finden oder da ruhig bleiben.
Portugal ist so schlecht organisiert!
Aber Lissabon hat vielleicht die schönsten Gebäude Europas.
Am Abend, wenn die Sonne untergeht, kann man die Stadt genießen, während die Platzlosen nach Hause fahren.
Alle Lichte zeigen, was man am besten in Lissabon sehen kann.
Die leere Gebäude, die Geschichte der Stadt, die kleine Gässe, in dem nur alte Leute wohnen.
Weißt du was Lissabon braucht?
Kunst. Farbe.
Ab und zu kann man es sehen und spüren.
Ich würde gerne Spontaneität auf der Straße sehen.
Ja, weil in Lissabon kann man immer winterlich leben.
Ich bemühle mich, es zu verdrängen.
Ich bemühle mich, es nicht zu sehen.
Ich bemühle mich,
jeden Tag es anderes zu sehen.

1.11.08

überblick

Hoje, sábado, irrito-me com a chuva que não me deixar secar a roupa.
No meu canto minúsculo da Lisboa sossegada, não tinha meio de estender a roupa mal torcida da máquina ancestral. E eu que queria cuidar da roupa que sujo durante a semana só de ir e vir do trabalho.
Deixo para o fim de semana estas tarefas, pois de semana o que mais faço é o jantar e o almoço do dia seguinte.
Vejo séries no computador para adormecer, leio aos bocados o meu livro* que me acompanha para o trabalho e adio as corridas para aliviar o stress.
Já pouco saio para a noite Lisboeta e dormir até tarde é impossível.
Aproveito este novo modo de vida para me habituar ao Inverno e hoje andei até me doer os pés à beira-Tejo.
A vida vive-se todos os dias. Apesar de alguns percalços, a minha vida tem sido mais tranquila e feliz.
Só falta ter mais tempo para a corrida e para alguns amigos Lisboetas.

Hoje saiu um texto mais diário.

* O Inverno do Nosso Descontentamento, John Steinbeck