13.10.08

Quando o cortina sobe...

Uma espiral de angústias desenvolve-se na garganta...

Começa com uma pequena irritação,
Para um turbilhão de coisas;
A esse se junta a preocupação de não incomodar,
Não fazer sofrer:
Mas ao rodar mói.
Do fundo do mar acabam por subir alguns Dejectos:
Uns do Passado,
Outros do Futuro....

As vozes do inconsciente iniciam uma luta entre si.
Gritam, ralham, defendem a sua posição,
Fazendo brotar lágrimas de confusão,
Sem que um encadeamento de palavras lógicas consiga romper a fronteira dos lábios.
Pode vir o vento, a chuva ou o Sol,
Que a pressão das lutas não alivia,
Até não conseguirem mais bater-se.

Aí, os ventos acalmam,
O estômago deixa de apertar e os lábios descolam-se.
Se algum dado foi processado....?
Por vezes não é. Nem uma pelica.
É um acesso de fúria que se concentra na garganta.
Depois passa.


Até vir o seguinte.

8.10.08

Görlitzer Park

a linha seguinte
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significa para mim todos os pensamentos

que o meu ser recusa a escrever aqui

e esta

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representa as saudades do verde do Görlizer Park







18.9.08

Desabafo

É tão difícil para mim confiar
Deixar que se mostrem honestos
Porque nestes tempos funestos
Só se ouve falar em Atraiçoar.

A minha generosidade é conservadora
Antiga e cheia de pó
Não se adequa aos tempos correntes
Como o saber cantar e não poder fazê-lo.
No meu caminho só consigo ver eu.
Procuro desesperadamente um outro,
Porque só sou miserável.
Mas vou conquistando terreno.
Gostaria de abrir o coração e partilhar.
Mas talvez seja ser fraco.
Como me sinto hoje.
Fraca.
Amanhã será outro dia.

*Algures em 2006
Rascunho perdido no fundo da gaveta

16.9.08

Natureza que Enloquece

É um jardim de rosas.
Uma progressiva descoberta
Lágrimas de felicidade
Outras de tristeza
É sentir-se acompanhado,
Deste Ser da Eternidade.

É ceder terra,
Cultivar, Regar.
Dar tempo para a Rosa se esticar
No raiar da manhã.
Porque ela nos conta histórias
e põe-se assim a criticar
Isto, aquilo, picando em quem passa.
A rosa não é um acaso:
Alguém que lhe toque
No vaso...
Picadela séria!
As urtigas picam quando lhe apetece
Que a terra isto faz
A tudo o que dela brota,
E o incerto é o que me aborrece.

Abenteuer...
Wo bist du?

11.9.08

Bocados de Mim: Tributo as noites Reclaim

Bocados de Mim: Tributo as noites Reclaim

Tributo as noites Reclaim

A beleza particular do que nos une consome todas as energias negativas.
São ligações com glamour vividas entre um gargalo,
Um sorriso
Uma piada
uma preocupação
E música ao vivo.
Lindo.

Há famílias que se alargam com pequenos gestos,
Com noites largas,
Amargas também.
Do amargo saltamos para o doce,
Com gargalhadas,
E como sem álcool não fosse:
Com a Sara a pegar ao colo,
Apaaaaauoou da Bina
E o ar de caranguejo do Ric:
"Ai mê filho, foge que matas a guitarra",
Nao sei se se trata de gana ou raiva,
O que é certo que o suor do Inácio,
Encharca qualquer palácio.
O Joe, esse, segue os tiques....
do Escolhicks,
E tudo é uma grande alegria
com o Pantera a encantar.
E as fémeas glamourosas a gritar!!!

22.8.08

Ferienzeit...

Acertar dois pontos.
Pegar no caixote das emoções e despejar os lixos.
Processar dados e desfragmentá-los.
Limpar o pó da Estante,
Organizar e pegar na folha errante...

É Tempo de Organizar.
Separar. Trigo e Joio.
É tempo de ponderar, Pensar e REpensar.

Tempo de Férias é isto.

18.8.08

Do Adiamento

Trata-se de adiar, sempre, dois minutos
Amanhã!
Custa-me não aproveitar o Tempo. E custa-me por vezes deixar de o saborear.
Vivo numa espécie de velocidade auto-incutida. Para fazer mais coisas em menos tempo. Em fazer o que é necessário rápido para deixar tempo para o que mais prazer me dá, que é naturalmente Ler, escrevinhar... Entre outros.
A minha prioridade não é dormir. Adoro dormir. Acho que o que mais detesto é adiar as obrigações. Às vezes acontece. Mas deixa-me uma sensação pesada no meu Ser. Uma preocupação que mói, que revolve os nervos e leva-me em espiral para um nível inferior. Ui, fujo dessa sensação todos os dias. Da sensação de Inutilidade que se apodera de mim.
Se a inconsciência me transporta para o Adiamento, logo se torna consciente pela pergunta que faço frequentemente:

Será APENAS isto que quero fazer do meu dia?

E um Arrepio percorre a minha existência: Abana, Agita.
Assim, todos os minutos são aproveitados ao máximo. E isso faz-me Feliz.

30.4.08

Myfest'07



Es war warm. Ich arbeitete bis zum Schluss in dem Restaurant Anastasia (Samaritenstr.) Mein Chef, Engin, wollte irgendwohin ein Bier trinken mit seiner Clique und hatte mich eingeladen.
30. April.
Am Boxhagener Platz war es Spannend: Da war die Polizei.... Es könnte Kravalle plötzlich anfangen. Es ist Tradition.
Na ja... Die ersten Schmerzen fingen an.
Am Ohr... ganz krass!
Schmerzmittel.
Dann.... Cafe Moscow!
Aber mir ging es nicht so gut, trotztdem hatte ich Spaß.
Ich bin sogar mit seinem Auto gefahren, weil er zu betrunken war.
1. Mai.
Tagsüber war die Oranienstrasse gesperrt, damit die Leute tanzen, trinken und lachen könnten.

Myfest
Lustig, mit den richtigen Leuten.
Musik, Bier und Fröhlichkeit.
Kinder, Babys, Fahrräder.
Die Sonne!!!

Kreuzberg. Bleib so wie du bist.
Original.

12.4.08

Entschuldige, wenn ich nicht dabei bin.
Sorry if you're away, i can't say a word.
I avoid the contact with you.
Maybe to pretend that you don't exist. I don't know...

When you are away from me I feel pain. Some pain that I always felt in my life. The same pain you do feel, that everybody feels...

Sentir falta de alguém. É um tumulto de emoções, que a Razão teima em acalmar. Porque se torna insano sentir dor por sentir falta de alguém que não vemos há tão pouco tempo.

É injusto. Mas é a realidade.