27.1.06

Visitar o Mar


Olhar o Mar é Sonhar

Calcular litros

A Forca

Soltar os Espíritos, Males e Pensamentos.


Olhar o Mar

Chorar

E sentir as lágrimas do mar

E do Sal do Mar

Fundindo-se numa só borriça !


É o alívio da tensão

Abrir o Coração.

Pegar no Travão

Voltar à Realidade

Sobre o Alcatrão.

15.1.06

Ideias Revolvidas e Revoltadas

Ah, Egoísmo!
Eu te censuro e tu dominas-me!
Sofro as consequências,
Mas lamentavelmente contribuo.
Obsessão, Ciúme!
Eu critico,
Mas sinto-o!
Tento lutar contra essas Negatividades!
E Elas anulam-me.
Fraco sou eu.
Fraco por não ser implacável,
Como todos os egoístas!
Como todos os obcecados!
Pelo menos eles têm uma conduta
Irremediável conduta!
Fundamentalista!
Eu odeio o Terrorismo.

8.11.05

Diante de ti


Desejaria caber dentro de mim
Sentir que posso expressar
Expressar o que ando a pensar
E não chegar ao fim
Muito antes de ter principiado
Como desistir de amar
Sem nunca ter amado.

Vejo-te, ó criatura genial,
E penso se tu não és eu,
Com a diferença de que tu não tiveste medo
no passado
E eu ando passada com o medo
De expelir estes pensamentos malucos
E deles serem lidos e ficam mudos.

Giram as ideias e sentimentos pela minha cabeça
Tudo mais sério que uma sentença.

1.9.05

Dias Singullares

Mais um dia de Fobia de gente.
Mais um dia que apetece hibernar,
Sonhar, escrever e Inventar.
Um dia em que todas as vozes incomodam,
Em que os gestos mais doces se tornam agressivos e evasivos.
Dias em que apetece chorar e gritar
Contra a Moral, os Bons Costumes e as Regras.
Dias em que a almofada é a melhor companheira,
Aguentando todas as Lágrimas e Pensamentos.

Há dias em que apetece desaparecer,
Assim como há dias em que apetece brilhar!!!
Dias em que o sol queima sem se fazer sentir,
Dias em que a solidão congela a Multidão.
Dias em que tudo é obrigação,
marcada pela indiferença e arrogância...

Dias em que é preciso pedir permissão para Respirar,
Quando é um acto involuntário e impensado...
Dias... em que te querem pôr a mão em cima e TU não deixas!
Porque Tu és quem manda e nada mais te deve preocupar!
Dias em que lamentas ter, um dia, dado o controle
A outra pessoa...
Pois apenas TU sabes o que queres e por que lutar!

Dias em que a chuva acaricia a janela...
E tu agradeces não ter saído de casa.
Dias em que nem a tua vox obedece.

8.6.05

O Poema da Minha Vida

Cântico Negro

"Vem por aqui" --- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom se eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
--- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: "vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis machados, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
--- Sei que não vou por aí.
José Régio

22.4.05

A Resposta da Antiguidade

Falei com Platão....

Ao ver o seu sorriso
Logo percebi
É um Amor parecido
Que nutro por ti.

Venero teus olhos e marcas!
Rios brotaram dos meus olhos
ao perceber que me faltas
Porém juntos não podemos estar
Para o ódio e guerra não armar.


Por ti anseio
mas ao contigo me imaginar
Logo essa ideia recuso
Ao Amor não vou dar uso
Com medo de o matar.

Ao revelar o meu estado de espírito
Logo Platão me consolou
Nunca tenhas medo
Porque eu aqui estou.

Ah que não me arrependo
Pensarás tu que não me emendo!
Porém emendada estou:
Foi Platão que me acalmou.

13.4.05

Fora de ÁreA

Perdão, o tempo corre contra mim, deseja de mim aquilo que de excessivo pretendo. Continuo a escrever, porém, sem um teclado.
Desculpa.

27.3.05

Um dia destes acordei e vi através da vidraça o céu verde.
Fiquei alegre!!! Há quanto tempo não via o tempo assim?
Era ideal para passear junto do mar. Adoro ver o verde conjugado com o azul! Estar na areia, olhando para o mar, ouvindo o seu sorriso ao unir-se com a areia branca. Lindo. Entretanto, quando folheio o livro distingo vozes murmurando… Não são sereias…. São os meus amigos. Cada um com um sorriso diferente: um com um sorriso Azul, outro com um sorriso Amarelo, outro Verde e ainda um Laranja…Ah, e outro escaldante, o Vermelho! E aí dá-se uma explosão de Alegria, porque verde não quer dizer doente, nem o amarelo de cinismo. Quando todas as cores se juntam, fala-se de festa, de arco-íris e de gargalhadas sonoras. É fácil ser feliz!!!
De súbito ouço um relinchar ao longe… é um cavalo branco que se avista. Está a testar as suas forças, correndo pelo estender das ondas.
Para uma pessoa apaixonada pela vida como eu, talvez seria a alma gémea… ou D. Sebastião! Mas não está nevoeiro e a pessoa certa não vem num cavalo branco… A mim calhou-me um cavalo preto.
A festa continua… Surgem balões de todo o lado! Balões de todas as cores, menos o preto! O Preto também é importante, já se deram conta? Gosto do preto para realçar as outras cores… Assim como as tristezas servem para realçar as alegrias. Nesta vida tenho sido uma felizarda. Mas, como ser pensante e sensível que sou [e por vezes egoísta, admito!], encaminho os meus juízos para situações tristes… E eu tenho 18 anos. Não há tempo para tristezas, há tempo para remoinhos de alegria como são as noites de Lisboa!!! São noites de gargalhadas e piadas entre amigos, noites que se avista o melhor da cidade, iluminado, sem uma gota de Álcool!!!
O céu está a tornar-se cada vez mais verde… e com o anoitecer vejo as estrelas amarelas! Algumas delas são tão brilhantes que me ferem os olhos. Cai-me uma lágrima… E logo Caeiro me avisa para ter CUIDADO, porque posso tropeçar nela.
A lágrima é Azul. E o Céu continua verde… Queres tu pintá-lo de outra cor?

25.3.05

Comentários...(?)

Ah, Ah!
Parece-me que entrei no mundo furioso dos blogs... EHEH!
Gosto principalmente daqueles qe me comentam os erros! Muito bem, ainda por cima, eu, uma aluna de Português... Não devo errar!Nem penses!
E depois, aparecem aqueles que me comentam as minhas tristezas. Concerteza que têm razão! A vida é bonita, mas todos temos momentos de lamentar tudo o que não corre bem... Principalmente quando não te sentes bem!! Mas não, e agora generalizando, os homens são insensíveis! Não, digamos antes concretos, são seres ligados à Terra.
Guerra dos sexos... não, não quero ir por aí...
Só pa dizer que hoje em dia, cada um escreve o que lhe apetece!
Hasta!

24.3.05

Travagens Bruscas...quem as não tem.

Travagens bruscas sinto
Em cada movimento errado
São os meus anjos
Que me põem o cinto
Para manter o meu espírito sossegado.

Travagens bruscas faço
em plena rua
Quando os pensamentos me agridem.
São golpes profundos
Que me deixam a latejar
E quando os sentimentos me sorriem
Travagens bruscas faço
Preciso de averiguar…

Travagens bruscas de saudosista.
Penso, logo existo
Deixando de existir, porque me abstraio.
Mais uma travagem brusca…
Volto ao inicio…
Sinal verde, pode avançar.

Travagens bruscas se fazem sentir
Não nos deixam pensar, obrigam-nos a agir.