17.4.09

New home, new life


So, I am moving out. This place in which I've been living is becoming empty. I was enjoying this the location, but I am starting to feel something bad about it. It's becoming hell to, because of 2 guys: my flat-mate and a crazy snail, who is living with us since March. He does nothing but play video games, eat and not clean. The opposite, instead.
So I am moving out, I found a nice place in the neighborhood. So my boyfriend and I, we're going to move our stuff tomorrow.
It's a new life :)

2.4.09

I would like to create a Film Group in Lisbon


It's true.
When I was in Berlin, 2 years ago, I met a group, who showed me the Cinema world.
Not the Hollywood one, or the very nice ones, about the greatest stories of the humanity.
It was about simple things in our lives, funny stuff, things that could happen.
I met Victoria Chan, too. A sweet concerned girl, who is from Canada, from the french part of Canada and her parents are from China.
She showed me that Cinema can be used for political and social issues. I mean, documentary films.
This creative girl took me to discussion evenings with German people too and opened further my mind.
Since that time, I am always having ideas, I mix photo and film ideas and I can't develop them. I don't want fun stuff like "Contemporâneos" or "Gato Fedorento". I mean ideas of make noticeable the different parts of Lisbon, literature and some social Problems. In english or german or both.
Research, lern and have fun.
I can do the translation stuff :)

3.3.09

Muro de Berlim

O Muro de Berlim sem Reconstrução

Berlim – A discussão em torno do que sobra do Muro de Berlim já foi decidida. Após a decisão da Fundação do Muro de Berlim, a fenda de 19 metros de comprimento, numa parte do Muro de mais de 200 metros, não será colmatada com pedaços originais. Em vez disso, a fenda deverá ser preenchida com barras de aço e assim relembrar o percurso do Muro de uma forma artística.

A decisão do conselho da fundação foi tomada por unanimidade, comunicou a fundação na terça-feira. O Ministro da Cultura Bernd Neumann (CDU) esclareceu que a decisão é um ajuste de contas com a comunidade evangelista Sofia, cujo cemitério foi cruzado pelo Muro.

Ensaio sobre a Cegueira, O Leitor e 1995

Dois livros que li, dois filmes a que assisti.

Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago, 1995

Li-o em 2004, a seguir ao exame de código, que me roubou grande parte do meu tempo e concentração. Foi para comemorar. Foi um verão em que trabalhei como recepcionista numa residencial e quase rezava para que não aparecesse nenhum hóspede, daqueles que só vão "tomar banho" com a senhora, nem nenhuma chamada.
O livro já o tinha há algum tempo. Como muitos livros que tenho, compro-os em alturas de oportunidade, e leio-os anos depois, quando o interesse assim o proprorciona.
Como todos os livros em comparação às suas adaptações cinematográficas, é mais profundo, mais denso, e a escrita de Saramago assim o realça.
Fiquei completamente apanhada pelo livro, só descansei depois do último ponto final. A condição humana levada ao seu mais profundo desprezo e imundíce. A excepcionalidade da mulher do médico, que vê e que descreve tudo o que vê, ajudando-o nas suas mais pequenas tarefas. As personagens não têm nome e não teriam rosto, se não houvesse filme.
O filme está bem feito. A adaptação está boa, apesar das muitas críticas que ouvi. Penso que as imagens, pequenos e grandes planos... Misturas de luz...
Gostei bastante.

O Leitor, Bernhard Schlink, 1995

Espelha as problemáticas que surgiram nas duas décadas a seguir ao final da Segunda Grande Guerra. Assisti na Alemanha a seminários sobre o tema e tem muito por dizer ainda. Há ainda a preocupação do governo Alemão em assinalar de forma simbólica os aniversários do final da Guerra, o dia dedicado ao Holocausto, para que a opinião internacional não se lembre de acusar: "Hei, eles estão a ignorar o passado! Não se podem esquecer, senão volta a acontecer!". TODOS TÊM ESSA RESPONSABILIDADE, não deixar que coisas parecidas aconteçam.
Adiante.
Eu adorei o livro, li-o com a Dr. Anne Nicklich, nas aulas de alemão, no original e apaixonei-me. A história é simplesmente genial. Engloba o amor erótico entre uma mulher mais velha e um rapaz de 15 anos. Logo aí, prende o leitor e vende bem. E alia o passado sinistro de uma mulher que trabalhou para as SS, deixou morrer mulheres num incêndio e acarretou com a culpa sozinha, porque não quis dizer: não sei ler, não sei escrever.
E mais.
Como estudante de direito que é, Michael Berg assiste ao seu julgamento, sem a trair, e sem a salvar também, de uma pena tão pesada. Sem denunciar a relação deles. E com ele, ela aprende a ler, para sua felicidade.
O filme está bem adaptado. Tive pena da cena do cinto não ter sido contemplada. Quando fazem a viagem de bicicleta, Michael fica num hotel com Hanna. Pela manhã, ele acorda mais cedo e deixa-lhe um bilhete, ia fazer algo à rua e ja voltava. Ela ofendeu-se, porque não sabia ler e assim que o vê, bate-lhe com o cinto. É desconcertante.
Outra falha do filme: é demasiado explícito desde o início que ela é analfabeta. No livro, isso é subtil e revela-se mais tarde.
Gostei de ver dois actores alemães a interpretar o seu papel em inglês. Achei positivo, afinal, eles merecem estar num filme, cuja língua original do texto é a sua.

Reconheço que ambos os filmes se difundem melhor em inglês, mas prefiro na língua original. As legendas servem para isso mesmo: para suprir as nossas falhas de interpretação da língua.

27.2.09

explicar ontem

As lágrimas que me saem são resultado da ausência das minhas letras.
São um escape ao desabafo que fazia por meio de folhas de rascunho a meio de uma leitura qualquer.
São o resultado deste músculo mole que pulsa o sangue vital e que esconde os sentimentos.
Não são lágrimas de tristeza, não. São lágrimas de desabafo. Tal como quem diz asneiras o dia todo, ou grita com o primeiro que lhe aparece. Outros até batem, conforme as oportunidades.
É deitar o lixo fora, das frustrações, dos nervos, e do nada em si.
São o resultado de ter e nao ter tempo.
Da correria que é entrar no mundo do trabalho. E ganhar para comer, vestir e pagar a renda. Tal como todos os outros.
De não se perder em leituras e caminhadas pela cidade.
É a vida de adulto.
Não é mau de tudo. Perde-se algumas coisas, ganham-se outras. Independência plena. O Amor. A companhia divertida da cara-metade.
Sorriso.

30.1.09

Também posso falar da crise?

(Rascunho perdido no fundo de outra gaveta)

Uma certa repugnância nasce no meu ser. Sentimento difícil de aceitar, de digerir. Adoro e detesto o meu país. Detesto as pessoas, o sistema, mas amo a cultura, a literatura, a língua e a paisagem.
A mentalidade é uma coisa morta, não desperta para a vida. Não percebo o que se passa. Onde está a questão económica, tanto ambiental como monetária? Está oculta com o brilho das estrelas bordadas a peeling e a make up.
Sonham com viagens penduradas em créditos que nos embarcam em baldes de poço e nos levam cada vez mais ao fundo.
O trabalho é um vírus do qual todos tentam fugir. A preguiça cresce diante de um plasma novinho em folha e a cheirar a tecnologia de ponta cara.
É Inverno, é tempo de reflectir e tempo de recessão.

11.1.09

De Istambul a Cacilhas


Numa manhã fria de sábado não acreditei que não tinha sono.

Acreditaria se nevasse, mas estar sem sono tão cedo era impensável.

Nisto, após saltar de pensamento em pensamento, rindo e chorando,

Acordei-te.

Trocámos as habituais palavras matinais,

Decidimos levantar-nos, comer e sair bem artilhados de roupa invernal.

E óculos escuros, porque estava um sol brilhante, que acariciava a geada.

Partimos para a Estrela, e depois de ver patos e crianças nos baloiços, procurámos o Mel das Arábias, para bebermos um chá quente cheio de aromas fortes, deliciar-nos com doces turcos cheios de mel.

Ao seguir os trilhos do 28, acabámos a contemplar o Adamastor e a questionar como seria atravessar o Tejo e almoçar em Cacilhas... E Fomos questioná-lo directamente, acabando por regressar pelas 16h, pois já não aguentávamos o frio e gelo anormais da praia lusitana.

Sábados como este...

24.12.08

Noites

São noites frias,
Em que a ausência de calor proporciona insónias,
Pensamentos e reflexões duras de processar.

São noites frias,
Em que os pequenos problemas do dia-a-dia
se tornam penosos e cheios de arestas por limar.

São noites frias,
Que aquecem lentamente
Proporcionalmente
Às horas solares

De manhã cedo
Esquecidos
E no entanto
São quando começam

3.12.08

Medo de Expressar

E no receio de ser lido,
Contradizendo-me agora,
Guardo secretas frases na gaveta dos rascunhos.

O que escrevemos é algo sempre nosso.
Exceptuando a tradução, que só é nossa quando é ridícula,
As nossas frases são sempre tecidos de subjectividade
Com a renda exterior das palavras,
Que nos deturpam a Liberdade.

Guardo frases.
São secretas, porque receio os juízos.
Juízos da inutilidade das palavras tecidas.
Porque só se tornam úteis
Quando pelo leitor lidas.

Não receando apenas os juízos,
Mas também expor demasiado o Universo Secreto.
Porque na Literatura existem os espiões da Interpretação.

Fernando Abreu

São letras, expressões e palavras
Que povoam o meu imaginário.
Palavras que se conhecem
Palavras que se julgam conhecer
E palavras que se conhecem e não se expressam
Porque a tua Língua não deixa.

O desconhecido é assim desbravado e arrasado
Pelos cliques e "Copiar" e "Colar"
E brincar, imaginar, reinventar.