21.3.10

Sunny day II

Que café mais saboroso
Ao sol matinal de Domingo!

Vocês são mesmo fantásticas.
Desde as noites em que o meu Opel Astra ia cheio até ao MDN,
voltava ainda mais cheio.
Até o Choriço ia.
As risadas, as cusquices entre nós, pouco sobre outras pessoas,
mas claro que os chatos eram sempre criticados.
Os que tinham pancada ou que se atiravam de cabeça,
e nós nem interessadas estávamos, ahahah.
Agora temos vidas diferentes, menos maquilhagem, já não vivemos perto.
Mas a sinceridade continua ali, foi saboroso... Matar saudades!
Essas são as belas amizades... Por mais tempo que passe, nada se apaga.

Assim, quando há vontade, não há horas, não há dias. Apenas nós.

Adoro-vos

@Grao de Areia

20.3.10

White roses


My dearest friends
Less than 2 months

14.3.10

First sunny day in months

Chegou o sol.


Vesti uma camisola apenas (yeah!), mas levei um casaco, fui apanhar sol!
Pôr a conversa em dia, ver a calçada Lisboeta seca e a brilhar.
A chuva pintou de verde vivo os poucos espaços, que deveriam ser sempre verdes, existentes em Lisboa.
Andei ao sol, feliz e contente de sentir-me mais viva.
Sem ser o Casa ou ALT+Insert ou home ou end e ponto.
Andar sem carregar um guarda-chuva que só guarda a cabeça e os ombros da água.
É Março e a Primavera anuncia a sua chegada.
Anuncia roupas leves e passeio de bicicleta.
Corridas agradáveis para activar a circulação.

E anuncia a chegada de muita inspiração.
Porque passei o Inverno a fazer Input, agora quero fazer Output.
Do que li, aprendi e do que esqueci que existia à minha volta.

haja tempo.

17.2.10

Sururu

E quando ando sururu?



E quando estou com a neura?



Só se nota em casa. Raramente me vêem assim na rua, no trabalho, no café, num bar ou num museu.



Fico sururu com a monotonia.



Quando quero escrever e nada me ocorre.



Quando a leitura não me prende.



Quando a novidade é inexistente.



Quando o tempo está horroroso que não dá para passear, ou secar roupa.



Quando tenho de gastar muito dinheiro sem dar para o IRS.



Ou... Quando tenho coisas a tratar na Segurança Social.



Basicamente.



Amuo comigo própria e depois passa. Até é simples de aturar.



I guess...





15.2.10

Descansa em paz.

O meu dia tinha sido maravilhoso.
Preparativos de casamento, vestido lindo e barato.
Sorrisos.
E visitei o Santuário de Fátima na qualidade de adulta. Em criança o fascínio é maior por sermos pequenos.

E à noite vejo um acidente.
Sem que ninguém pudesse evitar, morreu um jovem rapaz, 27 anos, pai de dois filhos.
Sem saber que aquele vulto encoberto por um lençol branco, eu chorei.
Chorei pela estupidez do acidente, pela morte cruel trazida pela velocidade. Não sabia quem era. Mas chorei.

E voltei a chorar ao saber a sua identidade.
Jovem tímido, de sorriso irónico, mas bom rapaz.
Pai estremoso, atleta e bom marido.

Foi uma semana difícil. Chorava por tudo e por nada, andava nervosa com aquela imagem do corpo pelo chão. E eu era quase desconhecida dele.

Este acidente e triste ventura teve um efeito negro sobre a aldeia. Todos tristes, chocados e incrédulos.
Uma esposa jovem viúva e mãe.

Não imagino o que possa sentir, mas deve ser horrível não sentir mais a presença do seu cônjuge, uma separação sem adeus.

A vida é uma dádiva que a muitos é tirada cedo.
Outros vivem-na sem senti-la decentemente.
Ou vivem para a tirar a outros.

Não entendo tais posturas.
Mas esta sou eu.
Durona numas coisas, mas quando se trata de humanidade... Fico de rastos.

13.1.10

Rotina deliciosa

Acordo.
20 min.
Metro.
Saída de Lisboa pela manha sombria.
Ruídos de pessoas, chuva a bater no vidro.
Jornais, folhas, livros, canetas...

O avançar e o clarear da manha.
Café.
Sem cadeira.
Passos rápidos.
Passadeira.
Subir.
Abrir chapéu, porque chove.
Direita, esquerda, direita, esquerda, direita, esquerda.
Código da porta.
Biiiip.
Abre.
Pendurar sobretudo, pousar o chapéu e a bolsa.
Palavra-passe.
Sentar.
Alt+home
Alt+ +
Outras vezes Alt+Insert.

Chá, muito chá.

Alt+Home.

Cortar, colar, enter.
Humm.

Consultar bíblia do ofício.
Após umas 8 horas e das pausas, saio a correr, desço no sentido inverso e volto a ver azul.
Todos os dias num tom diferente. Mas sabe bem.

Brincar com as letras e bebê-las.
Observar pessoas e aceitar os seus actos mais impensáveis.

Ao fim-de-semana é outra coisa. Continua a ser bom.

8.9.09

Acordar ao Domingo e....


Não há nada como lavarmos a alma no mar.
Sentir a ondulação e as temperaturas frias. Tocar nas pedras submersas e verdes de idade.
Movimentar todos os musculos, salpicar o ar e sentir o sabor do sal.
Dançar na água e pular.
Sentir os seus braços em torno de nós.
Sentir o raiar do sol forte e recarregar energias.
Só o som do sol e o silêncio das ondas.
E o teu respirar.


@ S. Pedro do Estoril

4.9.09

Piaf, o musical



Cantora e actriz francesa, nascida em 1915 e falecida em 1963, o seu verdadeiro nome é Edith Giovanna Gassion. Abandonada pela mãe logo à nascença, foi criada pela avó. Com apenas três anos de idade ficou cega, problema causado pela menigite, recuperando a vista apenas quatro anos depois. Foi encorajada pelo pai, acrobata de circo, a cantar e inicia uma vida árdua de cantora de rua e de cafés. Foi descoberta pelo dono de um cabaret que a aconselha a usar o nome de Piaf. A sua carreira artística teve início em 1935. A interpretação da Chanson, ou da balada francesa, tornou-a internacionalmente conhecida. Entre as suas canções mais famosas encontram-se Non, je ne regrette rien e la vien en rose.

Depois de muita curiosidade e vontade de ir ver o Musical encenado pelo Filipe La Féria, lá fomos nós, saídos da estação do Rossio, ouvir as pisadas de Piaf no palco.
Num comentário muito sucinto, elogia-se o jogo de iluminação e os adereços minimalistas: uma cadeira normal, uma cadeira de rodas, um microfone e poucas mudas de roupa. A iluminação representou as pedras largas que revestem as ruas de Paris, o ringue de boxe em que Marcel é vencedor e encenou também o slow motion da derrota do adversário, com vários flashes aliados ao trabalhos maravilhoso dos actores.
A personagem principal, Piaf, para além de dizer muitas asneiras, vai ficando com uma postura curvada e aflita, como se cada inspiração e expiração fossem passar o Cabo das Tormentas.

Piaf teve uma vida difícil, cheia de miséria humana, desde o passar fome, passando pela prostituição para se poder sustentar, até aos momentos de glória que eram imediatamente substituídos pela solidão assim que descia do palco.
Mais um caso de sucesso aliado à solidão. E uma das melhores vozes que a França apresentou ao Mundo.


27.8.09

Die Welle

O que acontece se um professor tentar provar aos seus alunos alemães que, na época corrente, é fácil emergir um sistema ditatorial?

O projecto da semana para uma turma do secundário é a discussão do que é a Autocracia. Com a crescente discussão e revelação de pontos de vista, ocorre ao professor pesquisar sobre o tema e tentar aplicar na sua turma. Tudo porque alguém afirmou ser impossível que um "Terceiro Reich" ocorresse de novo.

Ele é o líder, sugere o uso de uniforme e os alunos pensam no resto: um site, uma página no MySpace, um logótipo.

Há confrontos na rua, uns são mais idealistas que outros, há desistências, há novos membros, até uma saudação.

Quando todos transbordam a vontade e se aproximam do perigo de uma comunidade com barreiras e ideias inflexíveis, o líder, o professor, convoca uma reunião a todos os membros e simpatizantes.
Todos vibram com as frases típicas de uma autocracia proferidas pelo líder e eis que o pano cai: explica que o que acontecera, não passara de uma prova de que tudo poderia voltar e em pouco tempo.

Um membro ou aluno mais radical revolta-se e exibe uma pistola, manda encerrar todas as portas, tenta convencer o professor que a Onda (Welle) não pode terminar assim, que é a sua vida. Alveja um colega e depois, incapaz de alvejar o professor, suicida-se, à frente de toda a audiência.

Dennis Gansel, realizador e argumentista, conseguiu captar a minha atenção nesta encenação encenada, expondo um problema inerente à sociedade alemã, que sofre as consequências dos actos dos seus ascendentes.

29.7.09

Internet vs Books

Numa altura em que o trabalho anda fraco, fico em casa e vejo-me diante de um computador e de mil e uma fontes de informação.
Com tantas possibilidades, para não falar das línguas que leio e daquelas que tento ler, dos assuntos variados que encontro e que me fascinam, fico confusa e não sei por onde começar.
É nessas alturas que me viro para o meu livro que me fascina, Made in America, de Bill Bryson. Ainda não li críticas dele, mas vou fazê-lo quando o terminar.
Sempre me dá mais sossego e concentracao... Os links dispersam-me. :P
E agora, terminando este desabafo, lá vou eu abrir o meu livro.

Uma crítica: O Coiso