6.3.07

Spazieren am Kanal

Água.
Que por mais escura do Inverno
Sempre acalma, sempre tranquila.
És tu, Água,
Sempre leve e lisa,
Que me recordas a sede da minha mágoa.
Tu que, tanto em demasia
Ou em Maré vazia,
te tornas num Inferno...

Porém tens o dom da Vida.
No ventre de minha mae
Em ti fui envolvida;
Na minha infância
Foste a mais preciosa brincadeira
E fonte de Respeito.

Porque existes sou um ser satisfeito.

Basta-me um rio
Um canal
Para me recordar de ti
No meu Portugal.

1 comment:

Anonymous said...

Há aqui uma metáfora gigantesca. Essa tua sede, saudade, não sei bem o quê... pode ser interpretado como uma metáfora de quem amas, não o escondes nada bem essa água personificada. E na tua escrita não há fronteiras dessa metáfora. Que poema lindo.
Tu sabes bem quem sou.